Comprar casa em Aveiro e na Costa Nova em 2026

Preços pedidos, tendência e regras de 2026, com dados CASAFARI e INE

No 3.º trimestre de 2026, o preço médio pedido para comprar casa no concelho de Aveiro é de 3.128,5 €/m² nos apartamentos e de 1.749,7 €/m² nas moradias, segundo o CASAFARI Area Insights (anúncios indexados, sem valores extremos). Os apartamentos subiram 11,1 % num ano e 31,0 % desde o início de 2023; as moradias valorizaram 9,1 % e 31,6 %. Estes valores são preços pedidos, não escriturados, e a série cobre apenas o município de Aveiro, deixando de fora a Costa Nova (concelho de Ílhavo). Para contexto, a mediana de transação do INE na Região de Aveiro fixou-se em 1.690 €/m² no 1.º trimestre de 2026, abaixo dos 2.337 €/m² do país.

Para uma família de Vila Nova de Gaia que trabalha em regime remoto três dias por semana, a conta começa muitas vezes pelo cansaço de olhar para uma mediana escriturada de 2.552 €/m² na Área Metropolitana do Porto. A quarenta minutos de Alfa Pendular da estação de Campanhã, Aveiro oferece um T3 a curta distância a pé da Universidade de Aveiro, plano para andar de bicicleta e com a Ria à porta, por uma fracção do que se pede junto à Foz ou em Matosinhos.

Quando essa mesma família abre os portais e começa a marcar visitas na Glória ou no Bairro do Liceu, encontra um mercado que já não é o segredo bem guardado de há quatro anos: desde o 1.º trimestre de 2023, o preço pedido por metro quadrado nos apartamentos do concelho subiu 31,0 %.

Quanto custa comprar casa em Aveiro em 2026?

No trimestre iniciado a 1 de Julho de 2026 (consulta a 23 de Outubro de 2026), os dados de Area Insights, a série de preços por m² do concelho de Aveiro (location id 1784), apontam para dois patamares bem distintos nos anúncios activos:

  • Apartamentos no concelho de Aveiro: 3.128,5 €/m² de preço médio pedido no 3.º trimestre de 2026.
  • Moradias no concelho de Aveiro: 1.749,7 €/m² de preço médio pedido no mesmo período.

A distância entre os dois números explica-se pela geografia e pela idade do parque habitacional. A oferta de apartamentos concentra-se na malha urbana central — União das Freguesias de Glória e Vera Cruz, Esgueira, Aradas e a envolvente do campus universitário —, onde o solo é escasso e a construção nova puxa a média por metro quadrado para cima. Já as moradias distribuem-se sobretudo pelas freguesias periféricas e semi-rurais do concelho, com lotes maiores, áreas brutas generosas e muitas casas a necessitar de obras de reabilitação.

Como ordem de grandeza — e nunca como avaliação —, à média pedida no concelho no 3.º trimestre de 2026, um apartamento de 90 m² ronda os 281.000 €, enquanto uma moradia de 150 m² se aproxima dos 262.000 €. Duas ruas de distância ou uma diferença na classificação energética bastam para afastar qualquer imóvel concreto desta média.

Para perceber onde se fecha efectivamente negócio, convém olhar em paralelo para as Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local do INE, 1.º trimestre de 2026 (publicadas a 17 de Julho de 2026). Preços pedidos em anúncios e valores medianos de escrituras medem momentos diferentes do mercado e não se somam nem se subtraem, mas ajudam a situar a sub-região no mapa nacional:

Território (NUTS III / País) Valor mediano de venda (€/m²) Período e fonte
Grande Lisboa 3.836 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Algarve 3.352 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Área Metropolitana do Porto 2.552 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Portugal 2.337 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Região de Aveiro 1.690 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Região de Leiria 1.667 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)
Região de Coimbra 1.491 €/m² 1.º trim. 2026, INE (transacções)

A Região de Aveiro (que agrega onze municípios) transaccionou a uma mediana de 1.690 €/m², bastante abaixo da média nacional e da Área Metropolitana do Porto, mas acima da vizinha Coimbra, que pode explorar no guia de Coimbra, a outra cidade universitária do Centro. Para passar destas médias regionais e concelhias para o preço justo de uma fracção específica, o passo seguinte é avaliar um imóvel com Comparables e estudo de mercado.

Como evoluíram os preços desde 2023?

Entre o 1.º trimestre de 2023 e o 3.º trimestre de 2026, os preços pedidos no concelho de Aveiro registaram uma subida quase ininterrupta ao longo de catorze trimestres nos dados do CASAFARI Area Insights.

Nos apartamentos, o valor médio pedido passou de 2.388,9 €/m² no 1.º trimestre de 2023 para 3.128,5 €/m² no 3.º trimestre de 2026, uma acumulação de +31,0 %. Em termos homólogos, face aos 2.814,7 €/m² do 3.º trimestre de 2025, o crescimento foi de +11,1 %.

Nas moradias, o trajecto foi surpreendentemente semelhante em termos relativos: de 1.329,9 €/m² no início de 2023 para 1.749,7 €/m² no Verão de 2026 (+31,6 % acumulados), com uma subida homóloga de +9,1 % face aos 1.604,4 €/m² do 3.º trimestre de 2025.

Quem observa a série trimestral de 2026 nos apartamentos nota uma pequena oscilação: o preço médio pedido marcou 3.022,1 €/m² no 1.º trimestre, recuou 1,8 % para 2.966,2 €/m² no 2.º trimestre e voltou a subir 5,5 % para 3.128,5 €/m² no 3.º trimestre. Em séries de preços de oferta, variações de um único trimestre reflectem quase sempre a entrada ou saída de um lote de apartamentos novos em comercialização e não uma viragem de mercado.

O dado que merece verdadeira atenção está no volume de vendas escrituradas. Segundo o Índice de Preços da Habitação do INE do 2.º trimestre de 2026 (publicado a 22 de Setembro de 2026), os preços no país cresceram 16,5 % em termos homólogos — desacelerando 1,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior —, enquanto o número de transacções caiu 6,4 %. Na Região de Aveiro, o recuo no volume foi ainda mais pronunciado no 1.º trimestre de 2026: menos 19,2 % de alojamentos vendidos em termos homólogos, uma das quatro quedas mais acentuadas entre as 26 sub-regiões NUTS III (INE). Com uma taxa de juro implícita no crédito à habitação em 3,162 % em Agosto de 2026 (INE), o cenário de preços pedidos a subir com menos escrituras assinadas aponta para um maior afastamento entre o valor anunciado e o valor de fecho. Pode acompanhar este enquadramento macro na análise sobre a evolução do mercado imobiliário em Portugal.

Onde fica o quê: Aveiro, Costa Nova, Barra e São Jacinto

Para quem procura casa a partir de outra região, a geografia da Ria de Aveiro presta-se a alguma confusão administrativa. A cidade de Aveiro situa-se junto aos canais da laguna, a cerca de 70 quilómetros a sul do Porto pelas auto-estradas A1 e A29 e servida pela Linha do Norte (com paragens de Alfa Pendular, Intercidades e comboios urbanos).

Dentro do concelho de Aveiro, a procura divide-se por três anéis claros:

  • Glória e Vera Cruz: o centro histórico, os canais, os edifícios de Arte Nova, o Bairro da Beira-Mar e a zona do Cais da Fonte Nova. É onde se concentram os apartamentos mais valorizados e a maior pressão turística.
  • Esgueira, Santiago e Aradas: o arco que envolve a Universidade de Aveiro, o Hospital Infante D. Pedro e a estação ferroviária, muito procurado por famílias locais, docentes, investigadores e pequenos investidores em arrendamento.
  • Cacia, Oliveirinha, São Bernardo, Santa Joana e Nossa Senhora de Fátima: freguesias onde predominam as moradias unifamiliares e onde o preço por metro quadrado baixa de forma expressiva.

A faixa atlântica que a maioria dos compradores associa às praias de Aveiro — a Praia da Barra, com o seu farol, e a Costa Nova do Prado, famosa pelos palheiros às riscas entre o mar e a Ria — fica a cerca de dez quilómetros do centro, mas pertence ao município vizinho de Ílhavo (tal como a Gafanha da Nazaré). Apenas a reserva natural e a praia de São Jacinto, do outro lado do canal e acessível por ferryboat a partir do Forte da Barra, fazem parte do concelho de Aveiro.

Esta distinção administrativa é essencial para ler os números deste guia: a série do CASAFARI Area Insights aqui analisada (location id 1784) respeita exclusivamente ao concelho de Aveiro. A Costa Nova e a Praia da Barra não dispõem de série própria nesta consulta, pelo que os 3.128,5 €/m² dos apartamentos e os 1.749,7 €/m² das moradias não podem ser extrapolados para o mercado balnear de Ílhavo.

Quem compra em Aveiro e porquê?

Ao contrário do Algarve ou de certos bairros históricos de Lisboa, o mercado aveirense é movido quase por inteiro por rendimento e poupança nacionais. Em 2025, os compradores com domicílio fiscal em Portugal representaram 95,0 % de todas as compras de habitação no país (161.341 de 169.812 transacções, segundo dados do INE divulgados em Março de 2026), a quota mais alta desde 2019; no 2.º trimestre de 2026, os não residentes não passaram de 4,7 % das aquisições nacionais.

O motor local é demográfico e produtivo. De acordo com a população de Aveiro segundo a Câmara Municipal (PORDATA/INE), o concelho atingiu 88.154 habitantes residentes em 2024, um crescimento de 6,7 % desde os Censos de 2021 — mais do dobro do ritmo registado no conjunto do país (+3,2 %). Três forças explicam esta chegada de novos residentes:

  1. A Universidade de Aveiro e os centros de investigação, que alimentam uma procura constante, ao longo de todo o ano, por apartamentos T1 e T2 nas imediações de Santiago, Glória e Vera Cruz.
  2. O tecido industrial e tecnológico da região — componentes automóveis, cerâmica, metalomecânica, telecomunicações e engenharia de software —, que atrai quadros qualificados em início e meio de carreira.
  3. A proximidade à Área Metropolitana do Porto, que leva agregados familiares do Grande Porto e do sul dessa área metropolitana a trocar distância por mais área útil.

Na Costa Nova, na Barra e em São Jacinto, o perfil muda: trata-se sobretudo de segunda habitação adquirida por famílias do distrito de Aveiro, do Porto e de Coimbra, a par de emigrantes portugueses em França, na Suíça e no Luxemburgo que regressam nos meses de Verão.

No segmento de investimento para arrendamento de longa duração, a presença institucional é residual, dominando os pequenos proprietários particulares. O último valor municipal publicado pelo INE nas Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local apontava para uma renda mediana de novos contratos no concelho de Aveiro de 8,18 €/m² no 4.º trimestre de 2024 (quando a mediana nacional já ia em 10,17 €/m² no 2.º trimestre de 2026). Por não existir uma série actualizada de rendas na base desta análise, não se apresenta aqui qualquer cálculo de rentabilidade bruta.

Que impostos e regras pesam na compra?

Em 2026, a factura fiscal à data da escritura depende de três variáveis: a finalidade do imóvel (habitação própria e permanente ou secundária), a idade do comprador e o enquadramento municipal se o objectivo passar pela exploração turística.

Para uma aquisição destinada a habitação própria e permanente em Portugal continental, as tabelas de IMT para 2026 (Orçamento do Estado para 2026) isentam de imposto o valor até 106.346 €, aplicando taxas marginais progressivas de 2 %, 5 %, 7 % e 8 % nos escalões seguintes, uma taxa única de 6 % entre 660.982 € e 1.150.853 € e de 7,5 % acima desse montante. Ao IMT acresce sempre o Imposto do Selo de 0,8 % sobre o valor da escritura. Quem compra segunda habitação — caso típico na Costa Nova e na Barra — ou imóvel para investimento sujeita-se a uma tabela autónoma, sem isenção na base e com taxas mais gravosas.

Para compradores até aos 35 anos de idade na compra da primeira habitação própria e permanente, o regime do IMT Jovem, detalhado no guia do IMT Jovem, garante em 2026 a isenção total de IMT e de Imposto do Selo até aos 330.539 €, pagando-se apenas 8 % sobre a parcela que exceda esse valor até ao limite de 660.982 € (desde que o comprador não seja considerado dependente para efeitos de IRS no ano da aquisição). Na prática, um apartamento T2 em Aveiro dentro do preço médio pedido do concelho (cerca de 281.000 € para 90 m²) fica integralmente coberto pela isenção. Nota para quem planeia escriturar no próximo ano: a proposta de actualização dos escalões de IMT no OE2027, apresentada a 8 de Outubro de 2026 e ainda sujeita a aprovação parlamentar, prevê subir o limiar geral de isenção para 108.792 € e o tecto do IMT Jovem para 338.141 €.

Quanto ao Alojamento Local (AL), convém rever o que mudou no Alojamento Local com o Decreto-Lei n.º 76/2024, em vigor desde 1 de Novembro de 2024: os registos deixaram de caducar ao fim de cinco anos, voltaram a ser transmissíveis com a venda do imóvel e a contribuição extraordinária (CEAL) foi revogada. O diploma devolveu, contudo, às autarquias o poder de aprovar regulamentos próprios e criar áreas de contenção ou de crescimento sustentável. Não estando confirmado à data de Outubro de 2026 se a Câmara Municipal de Aveiro ou a Câmara Municipal de Ílhavo aprovaram novas áreas de contenção ao abrigo deste decreto, qualquer comprador que conte com receitas de curta duração no centro histórico ou na Costa Nova deve confirmar previamente as regras junto dos serviços urbanísticos municipais.

Por fim, uma cautela específica para a frente marítima e lagunar de Ílhavo: a restinga da Costa Nova e da Barra está exposta à erosão costeira e a galgamentos oceânicos de Inverno, e muitos palheiros têm condicionantes arquitectónicas e patrimoniais estritas. Antes de assinar contrato-promessa, é indispensável verificar a planta de condicionantes do PDM de Ílhavo e as regras do Programa da Orla Costeira (POC).

Como verificar o valor de uma casa concreta em Aveiro?

As médias concelhias servem para calibrar expectativas, mas uma proposta de compra ou a definição de um preço de saída exige olhar para os imóveis que concorrem na mesma rua, com a mesma tipologia e estado de conservação.

Se é proprietário ou comprador particular, pode começar por uma avaliação de imóveis online para obter uma primeira referência e consultar os outros mercados analisados em todos os guias de bairro de Portugal. Para os mediadores imobiliários e avaliadores que trabalham a praça de Aveiro e Ílhavo, cruzar a série trimestral do concelho com o histórico de alterações de preço e os comparáveis activos e vendidos da freguesia é a forma mais sólida de defender um estudo de mercado perante o cliente.

Para equipas de análise e programadores que pretendam integrar estas séries temporais diretamente nos seus modelos (o consumo da API e do Casafari MCP é contabilizado em tokens, autenticados através de access tokens OAuth), os detalhes técnicos encontram-se na documentação da API Area Insights (em inglês) e na documentação de Comparables e avaliação (em inglês). Para testar a consulta ao concelho de Aveiro ou analisar um imóvel ao detalhe, basta criar conta na plataforma CASAFARI.

Perguntas frequentes

Quanto custa o metro quadrado em Aveiro em 2026?

No 3.º trimestre de 2026, o preço médio pedido no concelho de Aveiro é de 3.128,5 €/m² nos apartamentos e de 1.749,7 €/m² nas moradias, de acordo com o CASAFARI Area Insights (anúncios indexados, excluindo valores extremos). Estes números referem-se a preços pedidos pelos vendedores nos portais e agências, e não a valores de escritura. Nas estatísticas de transacções efectivas do INE para o 1.º trimestre de 2026, o valor mediano de venda no conjunto da Região de Aveiro (NUTS III) situou-se nos 1.690 €/m².

Quanto custa uma casa na Costa Nova?

A série estatística do CASAFARI Area Insights utilizada neste guia cobre apenas o município de Aveiro (location id 1784), pelo que não é possível indicar um preço médio por metro quadrado para a Costa Nova ou para a Praia da Barra, que pertencem ao concelho vizinho de Ílhavo. Trata-se de um mercado maioritariamente de segunda habitação, muito sazonal e com imóveis singulares — como os tradicionais palheiros — sujeitos a regras patrimoniais e da orla costeira. Para apurar o valor de uma casa concreta na Costa Nova, o caminho adequado é levantar imóveis semelhantes na mesma rua através da ferramenta Comparables da CASAFARI.

Aveiro é mais barato do que o Porto?

Sim, quando se comparam as medianas de transação oficiais do INE do 1.º trimestre de 2026: a Região de Aveiro registou um valor mediano de 1.690 €/m², bastante abaixo dos 2.552 €/m² da Área Metropolitana do Porto e dos 3.836 €/m² da Grande Lisboa. Convém, no entanto, ter presente que o município de Aveiro é o mais caro entre os onze concelhos que compõem a sua sub-região. Por isso, para quem procura um apartamento novo ou recente no centro da cidade de Aveiro, a diferença real de preço face a vários concelhos do Grande Porto é mais curta do que a média regional sugere.

Os preços em Aveiro vão continuar a subir?

Não é possível fazer previsões de preço, mas os dados mostram duas forças em sentido oposto em 2026. Do lado da oferta no concelho de Aveiro, os preços pedidos no 3.º trimestre de 2026 subiram 11,1 % em termos homólogos nos apartamentos e 9,1 % nas moradias (CASAFARI Area Insights). Do lado da procura efectiva, o Índice de Preços da Habitação do INE desacelerou a nível nacional para +16,5 % no 2.º trimestre de 2026 e o número de transacções na Região de Aveiro caiu 19,2 % em termos homólogos no 1.º trimestre de 2026, sinal de que há margem para negociar com base em comparáveis reais.

Tenho menos de 35 anos: pago IMT ao comprar em Aveiro?

Ao abrigo do regime do IMT Jovem em vigor em 2026, os compradores com idade igual ou inferior a 35 anos que adquiram a sua primeira habitação própria e permanente beneficiam de isenção total de IMT e de Imposto do Selo em imóveis até 330.539 €. Entre os 330.539 € e os 660.982 €, incide apenas uma taxa de 8 % sobre o montante que exceder o limite da isenção, desde que o comprador não seja considerado dependente no IRS no ano da compra. Ao preço médio pedido no concelho no 3.º trimestre de 2026, um apartamento T2 de 90 m² (cerca de 281.000 €) fica totalmente isento de ambos os impostos.

Posso pôr um apartamento em Aveiro ou uma casa na Costa Nova em alojamento local?

A nível nacional, o Decreto-Lei n.º 76/2024, em vigor desde 1 de Novembro de 2024, eliminou a caducidade quinquenal dos registos, repôs a sua transmissibilidade na venda do imóvel e revogou a Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (CEAL). O mesmo diploma manteve, contudo, nos municípios a competência para aprovar regulamentos próprios e definir áreas de contenção onde novos registos podem ser limitados. Como não está confirmado à data de Outubro de 2026 se a Câmara Municipal de Aveiro ou a Câmara Municipal de Ílhavo criaram áreas de contenção ao abrigo desta lei, é essencial consultar o regulamento municipal em vigor antes de avançar para a compra.